Khachapuri (ხაჭაპური) é um dos pratos mais reconhecidos da Geórgia: uma família de pães recheados com queijo que muda de formato e técnica conforme a região. A versão mais famosa fora do país é o adjaruli khachapuri, em formato de barco, com queijo derretido, ovo e manteiga no centro.
A receita abaixo segue essa linha adjariana, mas com uma adaptação prática para ingredientes encontrados no Brasil. O ponto mais importante é entender que khachapuri não é uma receita única: a Geórgia possui dezenas de variações regionais, e o pão em formato de barco é apenas uma delas.
Em resumo: para fazer khachapuri em casa, prepare uma massa macia, use um recheio de queijo com boa elasticidade e salinidade, modele em formato de barco e finalize com ovo e manteiga.
Veja neste artigo
O que é khachapuri?
Khachapuri é um pão georgiano recheado com queijo. A Georgia Travel, portal oficial de turismo do país, descreve o prato como um símbolo da culinária georgiana e destaca a enorme diversidade regional de receitas.
O nome é associado às palavras georgianas para queijo coalhado e pão. A ideia básica é simples — massa e queijo —, mas a execução varia bastante: há versões redondas, fechadas, folhadas e o famoso formato de barco.
A tradição de preparar khachapuri integra o patrimônio cultural imaterial da Geórgia, e o prato aparece tanto no cotidiano quanto em refeições festivas. É um bom exemplo de como um mesmo alimento pode mudar de forma conforme a região sem perder sua identidade central.
Imeruli, megruli e adjaruli: os tipos mais conhecidos
O imeruli khachapuri, associado a Imereti, é geralmente redondo, com queijo dentro da massa. A própria Georgia Travel o chama de uma das formas mais comuns e tradicionais do prato.
O megruli, de Samegrelo, acrescenta queijo também na parte superior. Já o adjaruli, ligado a Adjara e muito associado a Batumi, é aberto no centro e tem formato de barco.
Na versão adjariana, o recheio recebe ovo e manteiga perto do final. A receita oficial da Georgia Travel orienta assar o pão, acrescentar o ovo ao centro e retornar ao forno por poucos minutos antes de finalizar com manteiga.
Qual queijo usar para khachapuri no Brasil?
Na Geórgia, aparecem queijos como Imeretian e sulguni. Eles não são fáceis de encontrar no Brasil, então uma adaptação doméstica precisa buscar duas características: queijo que derreta bem e algum componente mais salgado e ácido.
Uma combinação prática é muçarela com feta. A muçarela entrega elasticidade; o feta acrescenta salinidade e sabor. Não é idêntico ao original, mas funciona melhor do que fingir que um queijo brasileiro comum é sulguni.
Receita de khachapuri adjariano para fazer em casa
Esta versão foi adaptada para uma cozinha doméstica brasileira, preservando a estrutura do adjaruli: massa fermentada, formato de barco, recheio de queijo, ovo e manteiga. O forno deve estar bem quente para dourar as bordas sem ressecar o centro.
Khachapuri Adjariano Caseiro
Ingredientes
Massa
- 300 g farinha de trigo mais um pouco para abrir
- 180 ml água ou leite morno
- 5 g fermento biológico seco
- 1 colher de chá açúcar
- 1 colher de chá sal
- 1 colher de sopa óleo
Recheio
- 250 g muçarela ralada
- 100 g queijo feta esfarelado; aproxima o contraste salgado dos queijos georgianos
- 2 ovos um para cada khachapuri
- 20 g manteiga para finalizar
Modo de preparo
Preparo
- Misture a água ou leite morno com o açúcar e o fermento. Aguarde alguns minutos até começar a formar espuma.
- Junte a farinha e o sal, adicione o líquido com fermento e o óleo. Misture e sove até obter uma massa lisa e elástica.
- Cubra e deixe a massa descansar em local morno por cerca de 30 minutos, ou até crescer visivelmente.
- Misture a muçarela com o feta. Divida a massa em duas partes e abra cada uma em formato oval.
- Distribua parte do queijo no centro, enrole as laterais para dentro e una as pontas, formando um barco com o centro aberto.
- Coloque em assadeira enfarinhada ou levemente untada e asse em forno preaquecido a 230 °C até a massa dourar e o queijo derreter.
- Retire do forno, abra espaço no centro do queijo e coloque um ovo em cada unidade. Volte ao forno por cerca de 2 a 3 minutos, apenas até a clara começar a firmar.
- Sirva imediatamente com um pedaço de manteiga sobre o recheio quente. Misture ovo, queijo e manteiga antes de comer, como é comum no estilo adjariano.
Observações
Como modelar o formato de barco
Abra a massa em formato oval. Distribua o queijo deixando uma borda livre e enrole as duas laterais para dentro, formando paredes mais grossas. Depois, una e aperte as pontas.
O centro deve continuar aberto. É ali que o queijo fica exposto e, no fim do forno, recebe o ovo. Se as laterais não forem bem seladas, podem abrir durante o crescimento da massa.
Uma assadeira ampla facilita transferir os “barcos” sem deformar as pontas. Para quem cozinha por peso, uma balança também ajuda a dividir a massa e manter unidades parecidas.
Como servir e comer o khachapuri adjariano
O adjaruli deve ser servido quente. Tradicionalmente, mistura-se o ovo, a manteiga e o queijo derretido no centro antes de começar a comer.
Uma forma comum é destacar pedaços das bordas do pão e mergulhá-los no recheio. A Georgia Travel observa justamente essa mistura do queijo quente, ovo e manteiga como parte da experiência do prato.
Se você gosta de explorar massas asiáticas em estilos completamente diferentes, veja também nosso guia de baozi, o pão chinês cozido no vapor. A comparação ajuda a perceber como técnicas de massa mudam muito de uma culinária para outra.
Perguntas frequentes sobre khachapuri
Khachapuri é uma pizza georgiana?
A comparação ajuda visualmente, mas não é a melhor definição. Khachapuri é uma tradição própria de pão recheado com queijo, com diversas versões regionais anteriores à comparação moderna com pizza.
Todo khachapuri leva ovo?
Não. O ovo no centro é especialmente associado ao estilo adjariano. Outras versões podem ser fechadas e não levam ovo sobre o recheio.
Dá para substituir sulguni?
Sim. Em casa, muçarela combinada com feta é uma adaptação útil. O resultado muda em relação aos queijos georgianos, por isso vale tratá-la como substituição e não como equivalência exata.

